21 outubro 2017

dispersos #1

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Levamos desta vida ou deixamos desta vida? A única coisa que me é certa é que deixarei muito mais que levo: o meu peso morto pesará muito mais que milhares de memórias leves levianas e uma alma vazia.
Mesmo que queira, não saberei pesar. Mesmo que muito queira, nunca farei de mim um ser grave. Gravito na minha inconsciência de agir consequentemente. Sou ar na medida em que nada me pesa; sou pedra no modo em que firo sem nunca o saber. Tenho tanta culpa como a pedra arremessada.
Desta vida nada levo porque nunca carreguei nada, nunca tive nada, nunca me quis fazer nada. Desta vida nada leva – a esta vida eu dei-me. A esta vida eu dou – não levo – no nascer da minha morte.
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Amamos as pessoas na medida em que amamos a imagem que elas devolvem de nós. E é só.

Amor? Mito. Não há senão amor ao próprio.
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Estamos num mundo de almas velhas e de almas mortas.

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25 setembro 2017

o que jamais lhe direi

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     Então, calamares?? Topem e apreciem o esforço de ser assídua no blog :') mesmo que esteja, como diria o meu pai, a mijar para a parede Bem, se há coisa que nunca me farto de fazer é listar (para quem não reparou, os meus posts consistem em listas mesmo Resultado de imagem para stare.deviantart ), então hoje decidi arriscar uma novo listas daquelas que se materializam naquelas noites em que choramos baba e ranho abraçados à almofada e nos lembramos de mais motivos para chorar e damos por nós e somos uma bolinha emocional a rolar pela enorme montanha de fracasso que é a nossa vida ! ...
     eheh. Pois. Isso. Quem nunca, não é? :iconmingplz:


     Bem, coisa com que eu não lido bem é a Morte -- e com "não lido bem" o que eu quero dizer é que a coisa fica puramente constrangedora. Eu de luto pareço um sorvete de limão -- o bicho é frio e amargo como tudo, mas derrete bastante facilmente. Regra geral, em momentos não tão bons da minha vida eu não choro pelo que foi ou como acabou ... eu choro pelo que teria sido ou não foi. #trouxa
     Quando me morreu o meu avô (actualizem-se e conheçam o beirão aquiaqui e aqui) eu estava em paz (tão impassível que pensaram que eu era intrusa no funeral. chupem teresas). Mas ora aqui está aquilo que, se me tivessem lembrado ou dito, me teria feito chorar como um bebé sem chupeta juntamente com aquilo que ainda hoje me deprime D':

29 agosto 2017

dinastia

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     Era uma vez. Uma vez alguém que visionou, alguém que quis quebrar o paradigma, que o imaginou quebrado. Uma vez alguém que fez não mais que todos, mas granjeou a adesão de uns quantos mais fascinados pela sua loucura. Uma vez alguém que denunciou as injustiças, que as bradou, que as relevou, que propôs soluções, que se tentou explicar, que guiou, que orientou, que lutou, que debateu, que ...

     Era uma vez uma vida devotada a uma visão. Uma vida. Mas vida é efémera, e de gorjeta deixamos uns pedaços de ideias e pensamentos. 
     Era uma vez um Homem. O Homem morre: a terra lapida-lhe o corpo e as Gentes delapidam-lhe a ideia deixada em herança.